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A História do Elevador

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A História do Elevador

A História do Elevador

Escrito por Engenheiro Paulo Juarez Dal Monte

 

Não é de hoje que a história registra os esforços da humanidade para transportar verticalmente cargas e pessoas. 1500 anos antes do nascimento de Cristo, os egípcios já estavam às voltas com a dura tarefa de elevar as águas do Nilo através de rudimentares elevadores.

 

Com o passar dos séculos, a tração animal- incluindo aí a humana- foi substituída, primeiro, pela energia do vapor, exclusivamente para o transporte de cargas e, mais tarde, com o surgimento de novos mecanismos de segurança, o de passageiros.

 

Somente em 1853, ano em que a história confere ao americano Elis Graves Otis a invenção do elevador de segurança, o uso de elevadores como meio de transporte de passageiros começou a se popularizar.
Os primeiros elevadores movidos a vapor eram muito lentos. Para um passageiro alcançar o oitavo andar de um prédio, levava em média 2 minutos. Atualmente alguns elevadores são capazes de atingir a velocidade de 550 m/min, o que significa dizer que são mais de 45 vezes mais rápidos do que os seus antecessores movidos a vapor.


Apenas em 1889, ano em que o Brasil se transformava em república, é que surgiu, em Nova York, o primeiro elevador movido à eletricidade.

 

Elevadores no Brasil

Os primeiros elevadores brasileiros só começaram a ser fabricados em 1918. Não eram movidos nem a vapor, nem a eletricidade. Era o cabineiro, girando uma manivela, que fazia com que o elevador subisse ou descesse. As portas, pantográficas, eram também abertas e fechadas manualmente.
Com a explosão demográfica e a construção de edifícios mais altos, o sobe e desce movido à manivela foi substituído por sistemas elétricos mais complexos que dispensavam o serviço dos cabineiros. Não mais era preciso gritar ou gesticular para o cabineiro. Para chamar o elevador, bastava apenas apertar um botão, não mais chamar a atenção do cabineiro.


Atender às chamadas com o apertar de um botão foi apenas o começo. Para otimizar a eficiência do elevador, relés e circuitos elétricos foram desenvolvidos. O Comando Automático Seletivo foi o próximo passo, permitindo que elevadores trabalhassem isoladamente, o que melhorou significativamente o tráfego nos edifícios.

 

Os Elevadores e a Informática.

Se o advento dos circuitos elétricos representou um salto qualitativo na história dos elevadores, o que dizer da associação com a informática.


Com o aporte de tecnologia oriundo da informática, a satisfação dos usuários aumentou sensivelmente. O atendimento aos andares passou a ser controlado de uma forma racional, evitando viagens inúteis.
Além dos passageiros, um dos maiores beneficiados foram os responsáveis pela manutenção. A vida útil dos componentes cresceu em razão direta à redução das possibilidades de defeito, economia de energia elétrica e facilidade de conservação.


O design dos elevadores também foi modificado para melhor. Com linhas mais modernas, valorizando a arquitetura do edifício, os elevadores passaram não apenas a transportar, mas transportar com requinte e sofisticação.

 

Acesso remoto

Os elevadores hoje podem ser acessados pelo computador da empresa via modem. A comodidade só não é maior do que a facilidade de diagnosticar defeitos, que agora pode ser feita na tela de um computador.

 

Informadas do defeito, as equipes de manutenção saem preparadas para executar os ajustes necessários em tempo e a um custo muito menor.

 

Norma ABNT NBR 15597:2008

Pelo engenheiro Ilidio Lopes Gomes Sequeira – CREA 38136-D

 

Referência: Norma ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) NBR 15597:2008

 

Mais de 300 mil elevadores estão em operação no Brasil e mais de 80% foram construídos e instalados com base nas ABNT NB 30 e ABNT NBR 7192, atualmente canceladas e substituídas pela ABNT NBR 207.

 

Os elevadores existentes foram instalados de acordo com o nível de segurança apropriado ao seu tempo. Este nível é mais baixo do que o nível atual, considerado mais avançado para a segurança dos usuários.



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